NA AURORA DOS TEMPOS, Harmonia nasceu da união de Afrodite e Ares, o encontro entre beleza e força. Essa origem singular a tornava diferente de todos os outros deuses: ela conhecia a natureza da guerra e a natureza do amor, e escolheu fazer de si mesma a ponte entre as duas. Enquanto os deuses travavam batalhas e teciam intrigas, Harmonia caminhava serena entre os mortais, oferecendo equilíbrio onde havia desordem.
Diziam que seu perfume era capaz de acalmar corações e restaurar a paz nos banquetes do Olimpo. Não por força, não por poder: por presença. Era o tipo de calma que não adormece, que não seduz nem subjuga. Era a serenidade de quem sabe que ordem e paz são conquistas diárias, não estados permanentes.
Os alquimistas da Natublend descobriram os segredos do seu jardim escondido, onde brotavam ervas suaves e refrescantes. Esse jardim era o lugar onde Harmonia se renovava: longe do barulho dos deuses, próxima das flores e das folhas que cheiravam a calma.